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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

DEGUSTAÇÃO VINHOS JEAN LEON - MIGUEL TORRES - A.B.S. SÃO PAULO.

Jean Leon entre atores no La Scala.
Olá pessoal! Tudo bom?!

Aproveitando que estava em S.P., dei uma passadinha na matriz para participar de mais uma degustação de vinhos espanhóis. Dirigida pela enóloga Mireia, filha do produtor Miguel Torres, pudemos provar qual a real influência do terroir de Pénedes sobre as uvas internacionais Chardonnay, Merlot e Cabernet, sem a inserção de uvas espanholas no corte.



Primeiro assistimos a um vídeo institucional que narra as peripécias de Jean Léon desde sua saída em 1941 de sua cidade Santander, passando por Barcelona e Paris, até seu destino final: Hollywood. Trabalhando no famoso restaurante Villa Capri, conheceu atores e atrizes como Natalie Wood, Grace Kelly, Lana Turner, Judy Garland, Debbie Reynolds, e finalmente  James Dean com quem iniciou seu projeto: o restaurante "La Scala". Rapidamente La Scala se tornou um clássico de Hollywood; ponto de encontro e de glamour da meca do cinema .

 Jean León e seu restaurante chegaram ultrapassar sua fama e se tornaram personagens de best sellers de ficção de amor e luxo, destacando os escritos por Jackie Collins e Judith Krantz. Muito conhecido no circuito enogastronômico por seu conhecimento sobre vinhos, sentiu a necessidade de produzir o vinho perfeito, a seu gosto e decidiu procurar o terroir ideal para realização de seu projeto: criar um vinho com seu nome.  Nascia a vinícola Jean Léon que em Penedes, com cepas compradas de Château Lafitte-Rothschild, La Lagune e Corton Charlemagne.

Vamos aos vinhos, todos D.O. Pago Penédes:


1 - Jean Leon Chardonnay 2010.
Um Chardonnay muito elegante que me impressionou pela acidez e frutas, notas de tostado e barrica presente porem suave. Belo frescor e untuosidade e depois de um tempo na taca abriu aroma floral bem agradavel. 

2 - Jean Leon Merlot 2010. 
Sua coloração era bem intensa de rubi com aromas tostados iniciais que depois abriram espaço para frutas negras maduras,violeta e no final um pouco de aromas terrosos e café. Belo custo beneficio e perfeito para gastronomia.


3 - Jean Leon Cabernet Sauvignon Reserva 2005. 
Esperava um pouco mais deste Cabernet que abriu com aromas mentolados para depois vir o frutado tipico bem maduro . Bom corpo com um meio de boca um pouco vago e final curto, taninos jovens porem bem resolvidos,  provavelmente pelo verão quente deste ano segundo.

4 - Jean Leon Cabernet Sauvignon Gran Reserva 2001 - Vinya La Scala. 
Toda garrafa que possue uma obra de arte no seu rotulo mereceatencao e respeito, ainda mais quando pintado pela mae da enologa e teve inspiracao na " transformacao". Como todo bom espanhol, mostrou perfeita integracao entre fruta e barrica (25meses de carvalho frances novo) mantendo acidez denotando frescor .Com dez anos mostrava maturidade na fruta negra, que depois chamaram aromas lacteos, especiarias, café, sous bois com final balsâmico terminando um longo e agradável retrogosto. Vinho bem resolvido a comprovar pelos seus taninos e pronto para o consumo. Impressinados com a bela acidez deste vinho, a enologa nos confessou que a fermentacao malolatica era realmente induzida após cerca de 20 dias  de sur lie com bacterias selecionadas e interrompida no ponto certo, justificando aromas e acidez. Classe e elegancia resumem este vinho.

Espero que tenham gostado e

Abbracci a tutti!


Quem traz é a Devinum 021 - 2215 4966.

quarta-feira, 10 de março de 2010

PAELLA MARINERA: TRADIÇÕES E HARMONIZAÇÃO COM VINHOS ESPANHÓIS.


Olá pessoal! Tudo bom?

Não me lembro ao certo onde comi pela primeira vez uma paella, mas certamente foi em São Paulo na companhia de meu pai. Era muito pequeno devia ter uns seis ou sete anos e por isso nem eu nem ele lembramos ao certo aonde foi. Pelas descrições de minha memória provavelmente foi no Fuentes ou no Don Curro, mas seria impossível saber. Minha primeira impressão realmente não foi muito boa vendo aquela panela lotada de "bichos" chegando para ser devorada; e fiquei um pouco assustado, reação normal para uma criança de 6 anos. Depois começei a frequentar um restaurante espanhol traducional no bairro do Cambuci chamado La Parra, onde talvez seja um dos ambientes mais agradáveis em S.Paulo, onde somos servidos numa grande varanda protegidos por por uma parreira. (Foto ao lado site http://www.restaurantelaparra.com.br/)

Adoro paella porquê é sinônimo de festa, alegria, reunião  famílliar e amigos. Poucos pratos conseguem satisfazer tanto convidados e anfitriões sendo apenas único; reunindo aroma, sabor e beleza. De origem valenciana, mais precisamente na região produtora de arroz Abúlfera, seu nome é derivado do  francês antigo Paele , que por sua vez veio de Pantella que era o antigo escudo de metal dos soldados romanos usado para oferendas aos deuses da fertilidade e fecundação (que se parece também com Patela o osso do joelho). Hoje Paella, além do prato, é o nome da panela característica  onde se cozinha  que deve ser de ferro batido, larga e circular, com duas alças e ter as paredes baixas (rasas) favorecendo uma evaporação rápida e uniforme do caldo. Diz-se "paelha" e não "paedja" e apresenta como ingrediente principal o arroz e o acafrão como tempero. Apesar de trazer boa coloração, não deve se usar o açafrão da terra (raíz de cúrcuma moída) pois transmite aromas secundários indesejáveis ao prato diferente dos perfumes e matizes delicados dos pistilos da flor original.

Antigamente a paella era um prato
comunitário típico de camponeses, que ao final do trabalho se reuniam para as refeições e cada um contribuia com aquilo que havia caçado ou colhido durante o dia. Era comun ser feita de coelho, frango ou porco nas regiões rurais onde a caça e as hortaliças eram abundantes como a Valenciana típica, e com a migração do prato para as regiôes costeiras forma criadas as de frutos do mar chamada Marinera e a Negra feita com tinta de lula. Existem ainda a Mista de "mar e tierra" que não são nada apreciadas por seus criadores e fogem a tradição, mas muito comuns entre nós.
Tradições:

Anar de Paella : É um costume valenciano o "anar de paella" (ir de paella), que é uma frase empregada significa todo o conjunto de fatores que rodeiam e fazem parte do ritual de elaboração e degustação da  Paella. Todos ao redor da panela contando estórias e piadas, ajudando, perguntando como se faz e dando sua receita particular. Ingredientes como a diversão, a camaradagem, a alegria e a amizade devem estar presentes em todo o processo que termina ao fim do dia.


Paella del domingo ou festiva: Por seu um prato muito elaborado, trabalhoso e a maioria de seus ingredientes serem um luxo para a maioria dos valencianos; a paella sempre está associada  a um dia de grande festa como casamento, batizado ou domingo. Por este motivo criou-se a tradição de que os homens é que deveriam ser os encarregados da elaboração do prato, saindo de suas atividades habituais; e deixando de ser o "dono da casa" para se tornar uma "ama de casa" (dona de casa). Deve ser feita ao ar livre longe da cozinha, para assim não ferir sua masculinidade e seu conhecimento deve ser passado apenas para os herdeiros.

O fogo: Por ser feita no campo ou ar livre, dizem que o braseiro feito a partir de galhos de laranjeira confere um sabor especial ao prato.

Medida do arroz: Atendendo ao apelo do "Paellero", os convidados devem se dirigir ao fogo e colocar uma mão cheia de arroz, que é a medida do que cada um vai comer (cerca de 100gr).

Servindo a Paella: Na hora de deflorar a paella é fundamental que se começe bem pelas bordas da panela, raspando e remoendo o fundinho ou raspinha do arroz  para que desprenda o que há de mais gostoso no prato: o "socarat". Trata-se do arroz que se caramelizou no fundo da panela e é onde está concentrado o sabor do prato por ter absorvido todo o caldo.

Esperam que tenham gostado e os vinhos eu coloco no próximo post que este já ficou muito grande. Se alguém quiser a receira  é so pedir que eu envio.

Agradecimentos especiais aos amigos Paulo, Andréia, Murilo e Mulek!
Abbracci a tuttti (Adri Saint Germain, Loira, Breno Senna, Alêmigdalite, Maria.do Carmo, Fer, Rod  e Gibão).

Crédito das fotos para Andréia.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

DEGUSTAÇÃO R. LOPEZ DE HEREDIA - VIÑA TONDONIA A.B.S. SÃO CARLOS.

Olá pessoa! tudo bem?

Começamos muito bem nossas atividade da A.B.S. São Carlos de 2010.   E não foi apenas uma degustação, foi uma aula de história e de vinho. Tivemos a Espanha como país, Rioja como região e simplesmente a R.Lopez de Heredia  - Vinã Tondonia como vinícola. A cultura do vinho em Rioja começou no final do século XV a partir da retomada da região pelos cristãos que construiram monastérios  para abrigar e dar suporte aos peregrinos cristãos em viagem á Santiago de Compostela onde está o túmulo do apóstolo Tiago. Deve sua modernização aos comerciantes franceses, que para suprirem o mercado interno após  a devastaçã de seus vinhedos pela phyloxera, começaram supervisionar e importar os produtos espanhóis a partir de 1840.

Foi classificada com D.O.Ca. (Denominación de Origen Calificada) em 1991,  e tem como uvas permitidas a nativa e principal Tempranillo, a Garnacha frequentemente adicionada á Tempranillo para dar maior corpo aos vinhos de corte, a Mazuelo (Cariñena ou Carignan) e a Graciano, sendo que a última contribui bastante para o aroma do vinho. Das brancas temos a Viúra conhecida tamém como Macabeu e a Malvasia que confere aroma de mel aos vinhos.

Tudo começou com o imigrante chileno filho de bascos; Don Rafael  que viajou para a Espanha com 14 anos a fim de completar seus estudos com os jesuítas. Seus familiares militavam na guerra civil , porém no lado errado e tiveram que exilar-se  para a região da Borgonha. Lá aprendeu as mais modernas técnicas de vinificação resumidas no modo de fermentação e envelhecimento em barricas de carvalho. Após a tempestade passar, retornou para Rioja onde fundou em 1877 a R. Lopes de Heredia, gerida hoje pelos seu netos seguindo a risca  sua cartilha.
Os 170 hectares de A R. Lopez de Heredia  estão situadas  num terroir privilegiado cortada pelo rio Ebro em solo argilo-calcário, protegido de ventos fortes chuvosos vindos do Atlântico e pela Serra da Cantábria ao norte e oeste  na Rioja Alta, cidade de Haro capital da província. Segue na contramão da vinicultura moderna que  apela para vinhos extremamente frutados, estruturados, tânicos e alcoólicos; acreditando que o caráter de seus vinhos está no meticuloso cuidado de vinhedos antigos com baixo rendimento e  colheita de frutos no ápice de amadurecimento  e com  envelhecimento lento em carvalho como há 130 anos.

 Produz á  moda antiga bordalesa com fermentação em grandes barris de carvalho de várias origens  com mais de 100 anos que possuem no seu interior, aderido ás paredes placas de tartarato que abrigam as primitivas leveduras necessárias á sua fermentaçao, como uma colônia de corais, não necessitando assim da adição de fungos. Depois é trasfegado para barris 225 litros de carvalho americano com média de 15 anos de idade para microxigenação e estabilização, para serem engarrafados e vagarosamente educados em 3000 m2 de galerias a 11 metros de profundidade sem nunca verem inox. Acreditam que  essa "crianza"  lenta em carvalho é que transfere a personalidade e características típicas do vinhos de R. Lopez  de Heredia, gerando vinhos aromáticos e de sabores únicos com inconfundível toque abaunilhado. Nesse processo o vinho não sofre filtração, é apenas trasfegado e clarificado com ovos frescos selecionados. Trata-se de um processo mais custoso que metodo tradicional, com uma produção de apenas 700.000 garrafas ano.

Vamos aos vinhos:

1 - Viña Gravonia Crianza Blanco 1998.

Vinho mais jovem feito de Viura (100%) passado em barrica por 4 anos, submetido a 2 trasfegas por ano e clarificado com claras de ovos frescos. Coloração amarelo palha com aromas de  amêndoas e frutas em calda como abacaxi  com bela acidez e bala de caramelo mantendo ainda frescor impressionante  de vinho jovem com leve mineralidade.

2 - Viña Tondonia Gran Reserva Blanco 1987.

Feito de Viura (90%) e Malvasía (10%) com nove anos de barrica com 2 trasfegas por anos e e clariificado com claras de ovos frescos. Vinho de 12% de alcool de coloração amarelo com toques dourados com aromas tostados de frutas secas como amêndoas e  nozes, manteiga de início e cheiro de silo como milho e frutas como laranja em compota associado a mineralidade com discreto amargor final que não compromete. A Malvasia apresenta um toque de mel ao vinho, e nos dá a impressão de algo parecido com Botritis tipo um Sauternes.


Primeiro tinto da noite tendo como uva de base a Tempranillo (65%) acompanhada das Garnacho (25%), Mazuelo y Graciano.Teve sua crianza em barrica por 3 anos, submetido a 2 trasfegas por ano e clarificado sem filtrar.Vinho mais jovem da noite de coloração rubi com toques granada de médio corpo, com aromas de frutas negras como ameixa, amoras e framboesas, com toque baunilhado bem suave, especiarias como aniz estrelado e retrogosto sincero com taninos adstringentes e macios com pimenta no final. Vinho muito bom para acompanhar um belo prato de carne ou degustá-lo simplesmente

4 - Viña Tondonia Reserva Tinto 1999.

Agora o negócio começa a ficar mais sério como nossoTempanillo (75%), Garnacho (15%), Graciano e Mazuelo (10%) envelhecidos 5 anos e meio em barricas com 2 trasfegas por ano e clarificado sem filtrar.
Apenas 12,5 % de álcool num vinho de coloração rubi granada algo mais encorpado que o crianza mostrando  aroma delicado de frutas vermelhas maduras com aroma de canela e cravo com taninos bem delicados e macios e um retrogosto muito fino e abrangente.

5 - Viña Tondonia Gran Reserva Tinto 1987 .

 Essa é a grande jóia da vinícola que só é produzida em grandes safras e  mostra o  melhor que o terroir de Rioja pode produzir. Mesmo corte Riojano de Tempranillo (70%), Garnacho (20%), Mazuelo e Graciano que permanece seus 8 anos de envelhecimento com 2 trasfegas anuais e também clarificados; não filtrados antes da garrafa por onde permanecem por mais 6 anos antes de irem para as lojas.

Vinho de coloração rubi granada com aromas de frutas vermelhas maduras, toques terrosos, trufas e especiarias. Muito delicado na boca, retrogosto suave persistente com taninos muito evoluídos.

São vinhos muito finos e elegantes conservados nos poucos 12 a 13%  de álcool, e do meu pontos de vista por passarem por  grande tempo em barricas distintas de carvalho, acabam absorvendo e acumulando nuances que somente a idade de cada barrica pode oferecer. Essa sequência de tintos pôde mostrar a presença muito delicada da fruta que ganhava matizes diferentes dos tostados e baunilha com o envelhecimento do vinho, tornando-os mais complexos.

Esses vinhos realmente fazem parte de um capítulo á parte do livro dos grandes vinhos e nos mostram uma visão fiel de como era a vitivinicultura  a 130 anos atrás, dando extrema atenção ao terroir e cuidado quase que maternal aos seu vinhos na crianza. Ignorou a modernidade para privilegiar a tradição na produção de seus vinhos.

Pela primeira vez me senti muito abaixo de um vinho, não derrotado mas estimulado e foi um divisor de águas na minha vida enológica.

Vou comprar uma garrafa do Gran Reserva Tinto, colocar na  adega e abrir somente quando ela achar que eu já estou pronto para bebê-la....
 
Para saber mais:

1  - R. Lopez de Heredia.
 
2 - Vinci Vinhos

3 - Rioja wines.

4 - El Rioja.

P.S: Vejam o cuidado com o lacre  feito de uma material plástico muito similar áquelas ceras antigas e a tela de metal que abraça e envolve a garrafa: tradição antiga usada para evitar que hajam violações e falsificações.

Abbraccia tutti!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DEGUSTAÇÃO ESPUMANTES E CHAMPAGNE A.B.S. SÃO CARLOS TABLADO DOS SABORES - 26\11\2009

Olá pessoal, quinta foi dia de degustação especial de espumantes  realizada no Restaurante Tablado dos Sabores localizado na Praça da Reitoria da UFSCAR. Aproveitando o clima quente e de festa por ser a última do ano, estes espumantes cairam muito bem.

Após os quatro primeiros brancos  Chef Duarte Jeronimo, na foto junto com Eustáquio nosso diretor administrativo, preparou um cardápio especial, mas antes vamos aos vinhos.





1 - Nedenburg Premiére Cuvée Brut - África do Sul.

Esse sulafricano foi feito de Cape riesling (45%), Chenin blanc (36%), Chardonnay (12%) e Colombar (5%) provenientes de Western Cape plantadas entre 1989 e 1994. Ao exame visual bela rosácea sobre um vinho amarelo palha com toques verdeais, com múltiplas e finas bolhas com aromasde frutas citricas  limão e abacaxi e toque de nozes bem suave. Boa acidez e refrescância no método Charmat.

2 - Blanc de Blancs Brut Viña Casablanca - Chile.

Feito de Chardonnay (92%) com Chenin blanc (8%)  este espumante de coloração amarelo palha apresenta como aromas minerais seu primeiro ataque com boa cremosidade e algum sabor fermentado final como casca de pão. Pouca fruta citrica como limão siciliano  que abriram um pouco mais no final. Acidez bem agradável.

3 - Cava don Roman Brut - Espanha.

Primeiro champenoise da noite feito de Parellada, Macabeo, Xarello por uma cooperativa de Pénedes, mostrando claramente a diferença entre os métodos tradicional e charmat na produção de espumantes
Logo no visual percebe-se uma rica mousse ao redor da taça com múltiplas e finas bolhas. Aromas de fermentação como casca de pão e fermento associado a frutas secas como nozes e amêndoas. Frutas já eram mais maduras como abacaxi e maracujá que completavam boa refrescância ao paladar. Bela Cava.

4 - Champagne Deutz Brut Classic - França.

Nossa champagne noite foi feita com todas as uvas permitidas na denominação (Chardonnay, Pinot noir e Pinot meunier) em um terço de cada na proporção, com mais de sessenta vinhos base diferentes. De cor amarelo palha; no nariz apresentando aromas de frutas secas e cítricas com baunilha no final. Bela perlage com aroma de pão fresco, tostado, nozes e amêndoas. As frutas são mais maduras como abacaxi, laranja e maracujá na maior mousse e final mais agradável de todos.Vinho da noite!

5 - Espumante Bruto 3B Filipa Pato  - Portugal.

Este português da Bairrada foi feito pelo método tradicional por Filipa Pato. Baga  tinta em 70 % foi responsável pela estrutura; e a branca Bical em 30%  colaborou com a acidez e cremosidade. Bela coroa de espumas em base rosa-salmão com aromas florais tipo rosas e frutas cítricas associadas a toque mineral bem discreto. O seu terceiro B faz alusão á região da Bairrada, pois essa  não pode vir grafado em seus rótulos por não fazer parte da denominação. Teve como entrada  uma surpresa feita especialmente para ocasião; de manga grelhada com uma sopa fria típica portuguesa com pepino, pimentão, tomate que estava delicioso e refrescante. Par perfeito! No meu ponto de vista ficou em terceiro lugar, mas cresceu com o prato.


PratoPrincipal: Risoto de Frutos do Mar com Cogumelos Portobello, Duo de Pargo Vermelho, Salmão e Camarão.


Para acompanhar o jantar foram servidos os espumantes Rondinée Brut e Rosé produzidos pela Cave Hermann, parceria da Decanter que fez o vinho base e Vinícola Aurora que os  "espumatizou"  ou "charmatizou". O espumante Rosé apresentava discreto açúcar residual num vinho com aromas de frutas tropicais e rosas; e o branco estava mais redondo e refrescante característicos da Serra Gaúcha. Como foram servidos juntos com as refeições; permito degustá-los e opinar numa outra oportunidade.
 
Sobremesa: Figos Assados, Coalhada Seca, Mel de Alecrim e Sorvete de Creme.


Para saber mais: 
 
1 - Nederburg.
5 - Deutz 


Importadora Casa Flora.






P.S.: Tava tão bom que esqueci de tirar as fotos da garrafas abertas, e já começava a contemplar o que está por vir no próximo ano!



Abracci a tutti!

sexta-feira, 29 de maio de 2009

CONFRARIA DOS MALAS

NESTA QUINTA FEIRA 28/05/2009 ,TIVEMOS NO EMPÓRIO BASÍLICO MAIS UMA DEGUSTAÇÃO DA NOSSA CONFRARIA, ONDE FORAM DEGUSTADOS DOIS VINHOS TINTOS E UM FORTIFICADO NACIONAL DE SANTA CATARINA PRESENTEADO PELO MARIO. ESTAVAM PRESENTES AINDA DADO, JOEL , SILVIO , HUMBERTO (MEIA FALTA), LEE FU FEN COM SUA ESPOSA , MAURÍCIO E NOSSOS ANFITRIÕES RODRIGO E ISABELA. OS 2 PRIMEIROS VINHOS TINTOS FORAM DECANTADOS POR CERCA DE 30 MINUTOS.


VAMOS AO VINHOS:






1 - ALTAS QUINTAS 2004 - PORTUGAL - ALENTEJO

CORTE DE TRINCADEIRA, ARAGONÉZ E ALICANTE BOUSCHET SEM A ESPECIFICAÇÃO DE PORCENTAGEM ,COM ESTÁGIO EM BARRICAS NOVAS DE CARVALHO FRANCÊS. TRATA-SE DE UM VINHO ELEGANTE DE COR RUBI, JOVEM COM AROMAS DE CEREJA E AMORAS, NOTAS HERBÁCEAS E CHOCOLATE. CORPO MÉDIO E BEM EQUILIBRADO

2- VIÑA ARDANZA RESERVA 2000 - ESPANHA - RIOJA

VINHO DE 80% TEMPRANILLO ORIUNDOS DE FUENMAYOR (RIOJA ALTA) E 20 % DE GARNACHA DE VINHEDOS PRÓPRIOS DE AUSEJO E TUDELLILA EM RIOJA BAIXA. PASSOU POR BARRICAS DE CARVALHO AMERICANO POR 36 MESES. VISUAL DE COR RUBI COM HALO DE MATURAÇÃO E COM BOA TRANPARÊNCIA E LIMPIDEZ . AO NARIZ MOSTROU-SE COMPLEXO COM NOTAS DE FRUTAS VERMELHAS MADURAS COMO CEREJA E AMEIXA, BAUNILHA ,CANELA E TABACO. BOA PERSISTENCIA E FINAL DE BOCA EQUILIBRADO. O QUE SE PODE VERIFICAR TB ERA UMA NOTÁVEL ACIDEZ QUE DENOTAVA FRESCOR.



3 - PORTENTO 2005 - QUINTA SANTA MARIA -SÃO JOAQUIM-SC .


ESTE VINHO DE SOBREMESA FAZ ALUSÃO AOS NOSSOS PATRÍCIOS PORTOS E, QUE POR MOTIVOS LEGAIS, FORAM IMPEDIDOS DE SEREM CHAMADOS DE PORTO OU 'TIPO PORTO' APESAR DE SEREM PRODUZIDOS DA MESMA FORMA. SÃO UTILIZADAS UVAS CABERNET SAUVIGNON E MERLOT E AS CASTAS PORTUGUESAS TOURIGA E ARAGONÉZ , COM ESTÁGIO DE 6 MESES EM CARVALHO FRANCÊS
ELE MOSTROU COLORAÇÃO RUBI COM TONS OCRES, BOA PRESENÇA DE FRUTA EM COMPOTA, AROMAS DE CHOCOLATE, CAFÉ, MENTA E ESPECIARIAS. TANINOS MACIOS.O QUE MAIS NOS IMPRESSIONOU FOI O EQUILÍBRIO ENTRE O ACÚÇAR E O ALCOOL 18%, TORNANDO-SE UM VINHO FÁCIL DE BEBER E BOA COMPATIBILIZAÇÃO COM O CHOCOLATE. PODE SER UMA BOA ALTERNATIVA AOS VINHOS DE SOBREMESA, PORÉM AINDA NÃO PODE SER COMPARADO A UM GRANDE PORTO. FOI DESTAQUE DA EDIÇÃO NÚMERO 29/2008 DA REVISTA ADEGA, FICANDO EM PRIMEIRO LUGAR NA DEGUSTAÇÃO COM OUTROS QUATRO VINHOS DE SOBREMESA NACIONAL.