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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DEGUSTAÇÃO ESPUMANTES E CHAMPAGNE A.B.S. SÃO CARLOS TABLADO DOS SABORES - 26\11\2009

Olá pessoal, quinta foi dia de degustação especial de espumantes  realizada no Restaurante Tablado dos Sabores localizado na Praça da Reitoria da UFSCAR. Aproveitando o clima quente e de festa por ser a última do ano, estes espumantes cairam muito bem.

Após os quatro primeiros brancos  Chef Duarte Jeronimo, na foto junto com Eustáquio nosso diretor administrativo, preparou um cardápio especial, mas antes vamos aos vinhos.





1 - Nedenburg Premiére Cuvée Brut - África do Sul.

Esse sulafricano foi feito de Cape riesling (45%), Chenin blanc (36%), Chardonnay (12%) e Colombar (5%) provenientes de Western Cape plantadas entre 1989 e 1994. Ao exame visual bela rosácea sobre um vinho amarelo palha com toques verdeais, com múltiplas e finas bolhas com aromasde frutas citricas  limão e abacaxi e toque de nozes bem suave. Boa acidez e refrescância no método Charmat.

2 - Blanc de Blancs Brut Viña Casablanca - Chile.

Feito de Chardonnay (92%) com Chenin blanc (8%)  este espumante de coloração amarelo palha apresenta como aromas minerais seu primeiro ataque com boa cremosidade e algum sabor fermentado final como casca de pão. Pouca fruta citrica como limão siciliano  que abriram um pouco mais no final. Acidez bem agradável.

3 - Cava don Roman Brut - Espanha.

Primeiro champenoise da noite feito de Parellada, Macabeo, Xarello por uma cooperativa de Pénedes, mostrando claramente a diferença entre os métodos tradicional e charmat na produção de espumantes
Logo no visual percebe-se uma rica mousse ao redor da taça com múltiplas e finas bolhas. Aromas de fermentação como casca de pão e fermento associado a frutas secas como nozes e amêndoas. Frutas já eram mais maduras como abacaxi e maracujá que completavam boa refrescância ao paladar. Bela Cava.

4 - Champagne Deutz Brut Classic - França.

Nossa champagne noite foi feita com todas as uvas permitidas na denominação (Chardonnay, Pinot noir e Pinot meunier) em um terço de cada na proporção, com mais de sessenta vinhos base diferentes. De cor amarelo palha; no nariz apresentando aromas de frutas secas e cítricas com baunilha no final. Bela perlage com aroma de pão fresco, tostado, nozes e amêndoas. As frutas são mais maduras como abacaxi, laranja e maracujá na maior mousse e final mais agradável de todos.Vinho da noite!

5 - Espumante Bruto 3B Filipa Pato  - Portugal.

Este português da Bairrada foi feito pelo método tradicional por Filipa Pato. Baga  tinta em 70 % foi responsável pela estrutura; e a branca Bical em 30%  colaborou com a acidez e cremosidade. Bela coroa de espumas em base rosa-salmão com aromas florais tipo rosas e frutas cítricas associadas a toque mineral bem discreto. O seu terceiro B faz alusão á região da Bairrada, pois essa  não pode vir grafado em seus rótulos por não fazer parte da denominação. Teve como entrada  uma surpresa feita especialmente para ocasião; de manga grelhada com uma sopa fria típica portuguesa com pepino, pimentão, tomate que estava delicioso e refrescante. Par perfeito! No meu ponto de vista ficou em terceiro lugar, mas cresceu com o prato.


PratoPrincipal: Risoto de Frutos do Mar com Cogumelos Portobello, Duo de Pargo Vermelho, Salmão e Camarão.


Para acompanhar o jantar foram servidos os espumantes Rondinée Brut e Rosé produzidos pela Cave Hermann, parceria da Decanter que fez o vinho base e Vinícola Aurora que os  "espumatizou"  ou "charmatizou". O espumante Rosé apresentava discreto açúcar residual num vinho com aromas de frutas tropicais e rosas; e o branco estava mais redondo e refrescante característicos da Serra Gaúcha. Como foram servidos juntos com as refeições; permito degustá-los e opinar numa outra oportunidade.
 
Sobremesa: Figos Assados, Coalhada Seca, Mel de Alecrim e Sorvete de Creme.


Para saber mais: 
 
1 - Nederburg.
5 - Deutz 


Importadora Casa Flora.






P.S.: Tava tão bom que esqueci de tirar as fotos da garrafas abertas, e já começava a contemplar o que está por vir no próximo ano!



Abracci a tutti!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

VILLA FRANCIONI - DEGUSTAÇÃO A.B.S SÃO CARLOS 27\08\2009

Na noite de 27\08\2009 foi a vez da Villa Francioni trazer seus vinhos para nossa apreciação. Começamos com aula sobre a ”D.O.C. São Joaquim” da serra catarinense e depois breve filme institucional da vinícola. Foram servidos seis vinhos em taças I.S.O. na ordem a seguir:


1 – Villa Francioni Sauvignon Blanc 2008.

Vinho de coloração amarelo palha com toques verdeais que no nariz apresentou predominância de aromas cítricos e florais. Na boca viu-se frutas frescas como abacaxi e limão siciliano com especiarias tipo noz moscada. Toque herbáceo e acidez marcante completam esse vinho com belo frescor.

2 – Villa Francioni Chardonnay 2007.

No início este vinho de coloração amarelo palha com reflexos dourados, apresentou ao nariz um aroma de amêndoas marcante seguido de frutas maduras como abacaxi, laranja e pêra. Na boca manteve toda a plenitude da fruta agora acompanhada de mineralidade- tostado e final de boca com mel e açúcar queimado – caramelo. Retrogosto agradável e com acidez bem equilibrada.
3 - Villa Francioni Rosé 2007.

Aromas de frutas ácidas como morango e amora iniciam o nariz deste vinho de coloração “casca de cebola”; seguido de um toque herbáceo que lembra manjericão ou mato. Na boca plena acidez reforça as frutas lembrando até sorvete picolé de frutas vermelhas. Numa segunda passada no nariz o aroma floral de rosa estava mais evidente. Belo rosé feito de cabernet sauvignon, merlot, cabernet franc, malbec, syrah, sangiovese, petit verdot e pinot noir que chegava a lembrar os rosés da provence. Há de se ressaltar a beleza da garrafa.

4 - Villa Francioni Joaquim 2006. Cabernet sauvignon (50%) e Merlot.

Coloração rubi com toques violáceos que ao nariz o primeiro aroma que me veio foi de manteiga associado a seguir com frutas negras como ameixa maduras e blackcurrant. Mostrava toda sua jovialidade com taninos macios instigantes com pimenta preta fresca e acidez. Bom corpo e retrogosto com aromas de baunilha, que ao meu ponto de vista já está pronto para beber.
5 - Villa Francioni Francesco 2005. Merlot (38%), Cabernet sauvignon (31%) e franc (13%), Malbec(12%) e Syrah (6%).

Visual rubi intenso mostrando frutas negras com toque mentolado. Na boca com bom corpo agora com café e chocolate amargo e taninos mais agressivos . Amora, cereja em compota com baunilha completam este vinho bem macio e estruturado. Percebi pimenta no final de boca e algo animal ou defumado.
6 - Villa Francioni 2005. Cabernet sauvignon e franc, Merlot e Malbec.

Nosso último vinho de coloração rubi intenso apresentava também frutas negras (ameixa) com toque mentolado. Maior presença de café torrado forte, cacau amargo (licor de cacau) com alcatrão e baunilha deixados no retrogosto duradouro e agradável pelos taninos macios e pimenta. Vinho macio e encorpado que deve apresentar melhora com decantação e boa vocação para guarda. Todos os vinhos degustados mostraram muita classe, elegância e equilíbrio, e provavelmente iria me surpreender se tivesse sido ás cegas com outros pares sulamericanos ou até europeus. Tenho certeza que esta vinícola já mudou o panorama da vitivinicultura brasileira; e creio que em breve alcançaremos a tão sonhada colocação do Brasil no mapa mundi do vinho.



Depois de tudo isso posto, fomos obrigados a terminar nossa noite com uma polenta mole com costelinha de porco e couve.
Para saber mais:


http://www.villafrancioni.com.br/



Abracci!!!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

CHARDONNAY- DEGUSTAÇÃO ABS - SÃO CARLOS 13\08\2009




Nesta quinta feira tive a oportunidade de participar de mais uma agradável degustação de varietais da ABS de São Carlos. Foi escolhida a uva francesa Chardonnay, batizada pelos amantes do vinho por "rainha da uvas brancas". Pudemos distinguir nessa noite todo seu potencial de adaptação aos mais diversos "terroires".







Primitiva da Borgonha, essa uva difere-se da sua prima Pinot Noir por se adaptar muito bem na maioria dos lugares já cultivados (versatilidade) e aceitar muito bem os caprichos dos enólogos que se aventuram a produzir seus vinhos . Diferente de outras cepas brancas, pois aceita muito bem o descanso em carvalho; pode produzir tanto vinhos delicados com toques cítricos, minerais e ácidos como em sua terra natal ; e se apresentar com aromas de frutas tropicais, maior corpo e intensidade aromática como no novo mundo.


Aparece como estrela maior nos vinhos lendários de Chablis peculiar pela sua mineralidade, Côte Beaune como Corton-Charlemagne e Le Montrachet, Poully Fuissé , sozinha na Champagnes Blanc de Blancs e no pouco conhecido por aqui Beaujoulay branco.


Tem como características produzir vinhos com aromas de frutas como abacaxi, maçã verde, damasco , florais e, se for barricada; apresentar baunilha e tostados com lácteos-manteiga; óbviamente respeitando as nuances de cada terroir e produtor. Devido a essa sua maleabilidade e manipulação do processo de produção, pode-se perder muito da tipicidade dos vinhos produzidos pela Chardonnay gerando vinhos muito diferentes dos estilo borgonhês. Talvez seja a uva mais globalizada de todas.


Degustação foi presidida pelo sr. Mário Mucheroni e precedida por breve esplanação. Foram servidos seis vinhos sequenciais ás cegas , em taças I.S.O. na temperatura aproximada de 10 graus Celsius.


Vamos a eles.







1 - Salton Virtude 2008 - Salton - Bagé\Campanha - Brasil.

Vinho de coloração amarelo palha com toques verdeais no nariz mostrando frutas em calda como abacaxi e laranja com especiarias tipo cravo e canela. Faltou um tico de acidez talvez por uma fermentação malolática mais longa, não percebi mineralidade e influência da barrica com baunilha e manteiga bem discretos. Um vinho elegante e correto. Nosso canditato nacional se comportou muito bem nessa degustação; nos agradou muito e termos começado com ele foi uma grande sacada pois aguçou o paladar e raciocínio enológico. Não tivemos coragem de palpitar seguramente qual vinho seria, pois estava muito delicado e equilibrado sugestionando uma origem francesa.


2 - Bourgogne Couvent des Jacobins 2006 - A.O.C. Bourgogne - Maison Louis Jadot -Beaune FR.

O segundo vinho bem fresco e frutado mantendo sua elegância; apresentava coloração amarelo palha. Mais delicado e complexo que o nacional mostrando frutas maduras como pera e maçã verde com toques cítricos. Mineralidade já presente com maior influência das barricas sem exagero com baunilha e balas de caramelo. Seguia -se com tostado final e retrogosto agradável.
Sutil com toques florais melhor percebido pelas colegas mulheres. Bom equilíbrio de acidez.


3 - Gerovassiliou Chardonnay 2005 - Domaine Gerovassiliou - Epanomi - Greece.

Agora veio o greco para agitar a degustação. De cara percebemos que toda sua potência e mineralidade viria de um vinhedo nessa região. Amarelo ouro ,untuoso e frutas em calda como abacaxi e casca de laranja com mel e baunilha. Bom tostado com frutas secas como amêndoas ;brindado com mineralidade e acidez marcante. Foi de primeira: esse é o grego!






4 - Bom Vallon Chardonnay sur lie 2008 - De Westhof Estate - Robertson - África do Sul.


Esse talvez foi o vinho mais fácil da noite pela sua jovialidade e sem barrica; quando foi servido possuía no fundo do copo algumas bolhas residuais. Muito jovem e fresco com aromas de melão, maçã verde, kiwi e floral mais acentuado. Acidez bem acentuada por naõ ter fermentação malolática e gosto mineral\carvão\queimado no final de boca. Foi muito boa escolha pois assim pudemos conhecer a outra faceta da chardonnay sem passagem de barrica, mostrando assim que pode ser feito um grande vinho sem a necessidade de carvalho; gerando vinhos elegantes com bastante frescor. Grande sacada da noite. Esse é o sul africano!

5 - Amayna Chardonnay 2006 - D.O. Valle Leyda - Viña Garcés Silva - Chile.

Aí veio nosso amigo chileno com coloração amarelo palha\ouro bem intensa com aromas frutados já um pouco passados com laranja, damascos e para alguns lichia. De todos foi o que apresentou maior toque herbáceo com baunilha e mel presentes. Discreto amargor final não danificando seu retogosto que manteve-se agradável. Sentimos que para essa degustação estava já entrando em decadência, não podendo ser comparado em igualdade de condições com os outros.

6 - Catena Alta Chardonnay 2006 - Bodega Catena Zapata - Lujan de Cuyo - Argentina.

Grande vinho da Catena de coloração amarelo palha com verdeal,flores e muita fruta branca como maçã verde e melão que casou muito bem com sua acidez nos fazendo pensar em carambola. Barrica no ponto com baunilha\caramelo sem enjoar mantendo frescor até o final. Vinho muito bem equilibrado para quem gosta de fruta, baunilha e frescor na mesma taça sem exageros.



Concluindo o vinho mais votado por todos foi o grego da Domaine Gerovassiliou, seguido paradoxalmente pelo chileno Amayna. Ficaram empatados o nosso Salton que não fez feio frente ao francês e argentino que ficaram empatados em terceiro lugar. O sul africano amargou a lanterna porém para mim sua presença nessa degustação foi de fundamental importância e não denota de forma alguma ser um vinho simples.


Para saber mais:


1 - Salton.
2 - Louis Jadot.
3 - http://www.gerovassiliou.gr/
4 - http://www.dewetshof.com/
5 - http://www.vgs.cl/
6 - http://www.catenawines.com/
http://www.mistral.com.br/

terça-feira, 11 de agosto de 2009

DE VOLTA DO RIO - DEGUSTAÇÃO CONFRARIA DOS MALAS - 29 DE JULHO DE 2009

Olá pessoal e que me desculpem os confrades mas estava meio atarefado em virtude do movimento de julho emendado com o 28 Congresso Carioca de Cirurgia Plástica. Apesar de ter ficado longe de vcs e degustar mais cerveja do que vinho, tive a oportunidade de fazer novos amigos e agrupar uma infindável quantidade de temas para novos posts..

Nessa minha viagem de cunho científico pude dar minhas escapadas e conhecer alguns lugares pitorescos da Barra ao Leblon, escoltado pelo mais novo amigo - ala Marcão. Pude ter realmente a idéia de como é ser um carioca e entender o "carioca way of life". Meus próximos posts terão sobre a viagem e seus dintornos.

E posso lhes garantir que o Rio de Janeiro continua lindo.......

Para não ficar em falta com os colegas da confraria, vai aí os nossos últimos vinhos degustados antes da viagem:


O primeiro vinho da noite foi o espumante rosé gaúcho de Flores da Cunha; Luiz Argenta feito assemblage pouco usual das uvas cabernet sauvignon, franc e merlot pelo método Charmat. Apresentou uma coloração rosa -cereja porém não pude perceber seu pérlage inicial pois cheguei bem atrasado. Os outros confrades me garantirem que apresentava-se intenso no início com boa espuma e bolhas finas para médias. Aromas um pouco fechados com predomínio de maçã e de fermento\pão. Infelizmente não posso avaliá-lo pois já não estava na temperatura ideal. Todos os demais aprovaram.

http://www.luizargenta.com.br/








A seguir veio mais um bom vinho desse criterioso enólogo Thierry Villard com o seu tinto L'assemblage Grand Vin 2005; cujo próprio nome já nos antevê uma mistura de cabernet sauvignon que deu corpo e toque herbáceo, syrah com fruta jovem e potência . Já a Petit verdot (cor) e merlot (arremate) que não consegui identificar sua real contribuição. De coloração rubi intensa com toques violáceos, apresentou aromas frutados de amora, cerejas e mirtilos com boa presença de pimenta e herbáceo mato cortado- menta bem acentuado. Bom corpo e estrutura equilibrada com taninos bem macios. Uma boa compra.


http://www.villard.cl/









Pra terminar a noite , foi escolhido um Pinot Noir Neozelandês Frammingham vintage 2006 da região de Malborough. Vinho de coloração rubi com grande intensiadade aromática com cerejas, morango e framboesa, médio corpo e taninos bem agradáveis . Fácil de beber e de se degustar em comparação com outros do genero que já provei. Achei pouca interferência da madeira com baunilha e especiarias terminando o bouquet. Tb aprovado.

http://www.framingham.co.nz/









Bom por hoje é só e esperem pelos novos posts


ABBRACCI!!!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Confraria dos Malas - 19\06\2009

Nesta reunião persistentes Rodrigo, Dado, Joel, Mário, Nelsom (o da patinha ferida), Ariovaldo e Abelardo que nos presenteou com o Prelúdio trazido diretamente de sua expedição aos confins do Uruguay.



1 - Inomminabile 2005 - Villaggio Grando - Santa Catarina.


O nosso primeiro vinho da noite veio de Santa Catarina trazendo uma proposta de vinho de guarda. Assemblage das safras de 2005 e 2006 com Cabernet Sauvignon e Franc, Merlot, Pinot Noir e estágio de 6 meses em barrica de carvalho. Rubi vivo, complexo com aromas de ameixa madura, café, couro e especiarias. Ao nosso parecer sobrou um pouco no álcool e na acidez, mas com taninos redondos e bem estruturado. Para todos os confrades a impressão final foi muito boa, caracterizando-o com um vinho de identidade própria que tem muito a evoluir nas próximas safras . Obrigado Mario por mais este presente. R$ 69,00



2 - Preludio 2004 - Familia Deicas LOTE 77 - Uruguay.


De início garrafa e rótulo com uma partitura de fundo e já impressionam; e á nos dá uma idéia do que está por vir: elegância e harmonia . Por isso chama Prelúdio?

Trata-se de um vinho de guarda elegante este; feito com as uvas Tannat 40%, Cabernet Sauvignon 24%, Cabernet Franc 20%, Merlot 12%, Petit Verdot 2% e Marselán 2% . Teve passagem de 22 meses em barrica de carvalho francês somando um total de 44.229 garrafas.

Colheita é manual com seleção dos bagos e envelhecimento de 22 meses em barrica de carvalho francês em cavas subterrâneas construidas de pedra em 1830, aonde se obtem boas condicões de temperatura e umidade naturalmente constantes assegurando boa evolucão do vinho. A cada 6 meses selecionam as melhores barricas que apresentam maior capacidade de amadurecimento do vinho; e no final de 22 meses restam em média apenas 200 barricas com o melhor da safra. Segue-se para a assemblage ond são definidas as proporcões finais sobre uma base de Tannat generalmente dominante. Tradicionalmente este vinho se elabora com as variedades: Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot,Petit Verdot e Marselán. Posteriormente são engarrafadas e prosseguem seu envelhecimento por mais alguns meses nas mesmas cavas subterrâneas. E um vinho que segundo o produtor evolue muito bem com o tempo de 5 a 15 anos dependendo da colheita. Sua cor mostrou-se rubi com toques violáceos, médias lágrimas e sem halo de evolução. Aromas de baunilha, caramelo e chocolate completam-se com frutas vermelhas maduras .Taninos bem macios com retrogosto bem agradável. Aconselha-se decantar 30 minutos antes de servir-lo. Realmente me impressionou. R$115.00.

3 - Il Carbonaione 2002 - I.G.T. Alta Valle della Greve - Podere Poggio Scolette - Greve in Chianti - Toscana.


Pra encerrar entra em cena o nosso supertoscano, num varietal 100 % de sangiovese , provenientes de vinhedos antigos e raros lotados no coração de chianti clássico . Vinho intenso de coloração rubi com toques granada e aromas muito fechados no começo que só começaram a evoluir depois de 1 hora de decanter. Lembram ameixa preta, azeitona - pimentão, toque hérbáceo como menta , couro fino novo. Òtimo retrogosto, equilibrado com álcool e taninos que imploravam por uma bisteca fiorentina ou uma massa com um ragú consistente de molho vermelho. Estagiado por 14 meses em carvalho francês. R$ 300,00 .

Gambero Rosso: 3 bicchieri

Guia duemilla vini: 4 grappoli

http://www.poggioescalette.it/





Abbraccio e Salute!!!!!

domingo, 7 de junho de 2009

PINOT NOIR - DEGUSTAÇÃO ABS - SÃO CARLOS

Nesta quinta feira 04\06\2009 tive a oportunidade de participar de uma degustação de vinhos da uva Pinot Noir promovida pela ABS - São Carlos , seguido por um jantar de harmonização. A pinot é conhecida por ser uma uva que produz vinhos de pouco corpo e com grande intensidade aromática , que dificilmente se adapta e consegue gerar vinhos de alta complexidade como em sua terra natal: a Borgonha. Nessa degustação pudemos analisar e entender melhor o comportamento desta casta em seis "terroirs" diferentes, mostrando-nos toda as suas características dentro e fora de casa.

Após aula sobre o tema deu-se inicio a degustação ás cegas ,que foi presidida pelo sr Mário Mucheroni , e os vinhos foram servidos a temperatura aproximada de 14 graus Celsius em taças ISO sem decantação prévia. Vamos a eles:



1 - Spatbourgunder Kleines Holzfass 2007 - Eugen Muller - Alemanha.

2 -Bourgogne Les Champs d'Argent 2006 - AOC Bourgogne - J. Cacheux- Beaune - França.

3 - Franz Haas Pinot Nero DOC Alto Adige 2004 - Itália.

4 - Quinta da Neve Q Pinot Noir 2006 - São Joaquim - Brasil.

5 - Terranoble Reserva Pinot Noir 2007 - DO Casablanca Valley - Chile.

6 - J. Lohr Crosspoint Pinot Noir 2006 - San Jose - CA - Estados Unidos.






Nosso primero desafio foi descobrir quais eram os do velho e do novo mundo. Os tres primeiros eram europeus com aromas mais delicados, mais equilibrados e pouco encorpados, sendo que os do novo mundo eram mais encorpados, intensos e um pouco mais alcoólicos.

O alemão mostrou-se límpido com coloração rubi e bastante fruta madura como cereja, morango e um pouco groselha , porém sem passagem por barris de carvalho. O mais jovem e frutado de todos com pouca evolução.

O segundo vinho de coloração rubi granada mostrou-se bem evoluido com aromas de couro e sous bois, fruta madura e retrogosto agradável e duradouro. Pouco mais encorpado que o alemão.

Pinot Nero também rubi granada , com aromas terciários mais evidentes com couro, caça, chocolate , café e ao nosso ponto de vista, já estava na descendente confirmando sua safra 2004.

Começamos os do novo mundo com o catarinense bom de frutas com cereja, groselha e framboesa , pouca baunilha, acidez e corpo mostrando um bom equilíbrio para um Pinot Noir nacional. Bom custo benefício que agradou a todos.
Nosso colega chileno mostrou-se encorpado e pouco frutado. Ao meu ponto de vista sobrou no álcool. Desagradou-me sua acidez marcante e um toque herbáceo exagerado, talvez por uma colheita precoce.

Veio depois o tanque de guerra norte-americano rubi -granado com seus 14,5% de álcool, aromas de cereja, morango e groselha, belo corpo com taninos presentes e saudáveis bem ao gosto de nossos colegas yankees. Gostei muito!
Ao término da degustação, foi servido um belo jantar: Beef Bourguignon com arroz branco e batatas coradas e de sobremesa merengue de morango. Teve também uma salada refrescante....







ABRACCIO!!!!!!!






sexta-feira, 29 de maio de 2009

CONFRARIA DOS MALAS

NESTA QUINTA FEIRA 28/05/2009 ,TIVEMOS NO EMPÓRIO BASÍLICO MAIS UMA DEGUSTAÇÃO DA NOSSA CONFRARIA, ONDE FORAM DEGUSTADOS DOIS VINHOS TINTOS E UM FORTIFICADO NACIONAL DE SANTA CATARINA PRESENTEADO PELO MARIO. ESTAVAM PRESENTES AINDA DADO, JOEL , SILVIO , HUMBERTO (MEIA FALTA), LEE FU FEN COM SUA ESPOSA , MAURÍCIO E NOSSOS ANFITRIÕES RODRIGO E ISABELA. OS 2 PRIMEIROS VINHOS TINTOS FORAM DECANTADOS POR CERCA DE 30 MINUTOS.


VAMOS AO VINHOS:






1 - ALTAS QUINTAS 2004 - PORTUGAL - ALENTEJO

CORTE DE TRINCADEIRA, ARAGONÉZ E ALICANTE BOUSCHET SEM A ESPECIFICAÇÃO DE PORCENTAGEM ,COM ESTÁGIO EM BARRICAS NOVAS DE CARVALHO FRANCÊS. TRATA-SE DE UM VINHO ELEGANTE DE COR RUBI, JOVEM COM AROMAS DE CEREJA E AMORAS, NOTAS HERBÁCEAS E CHOCOLATE. CORPO MÉDIO E BEM EQUILIBRADO

2- VIÑA ARDANZA RESERVA 2000 - ESPANHA - RIOJA

VINHO DE 80% TEMPRANILLO ORIUNDOS DE FUENMAYOR (RIOJA ALTA) E 20 % DE GARNACHA DE VINHEDOS PRÓPRIOS DE AUSEJO E TUDELLILA EM RIOJA BAIXA. PASSOU POR BARRICAS DE CARVALHO AMERICANO POR 36 MESES. VISUAL DE COR RUBI COM HALO DE MATURAÇÃO E COM BOA TRANPARÊNCIA E LIMPIDEZ . AO NARIZ MOSTROU-SE COMPLEXO COM NOTAS DE FRUTAS VERMELHAS MADURAS COMO CEREJA E AMEIXA, BAUNILHA ,CANELA E TABACO. BOA PERSISTENCIA E FINAL DE BOCA EQUILIBRADO. O QUE SE PODE VERIFICAR TB ERA UMA NOTÁVEL ACIDEZ QUE DENOTAVA FRESCOR.



3 - PORTENTO 2005 - QUINTA SANTA MARIA -SÃO JOAQUIM-SC .


ESTE VINHO DE SOBREMESA FAZ ALUSÃO AOS NOSSOS PATRÍCIOS PORTOS E, QUE POR MOTIVOS LEGAIS, FORAM IMPEDIDOS DE SEREM CHAMADOS DE PORTO OU 'TIPO PORTO' APESAR DE SEREM PRODUZIDOS DA MESMA FORMA. SÃO UTILIZADAS UVAS CABERNET SAUVIGNON E MERLOT E AS CASTAS PORTUGUESAS TOURIGA E ARAGONÉZ , COM ESTÁGIO DE 6 MESES EM CARVALHO FRANCÊS
ELE MOSTROU COLORAÇÃO RUBI COM TONS OCRES, BOA PRESENÇA DE FRUTA EM COMPOTA, AROMAS DE CHOCOLATE, CAFÉ, MENTA E ESPECIARIAS. TANINOS MACIOS.O QUE MAIS NOS IMPRESSIONOU FOI O EQUILÍBRIO ENTRE O ACÚÇAR E O ALCOOL 18%, TORNANDO-SE UM VINHO FÁCIL DE BEBER E BOA COMPATIBILIZAÇÃO COM O CHOCOLATE. PODE SER UMA BOA ALTERNATIVA AOS VINHOS DE SOBREMESA, PORÉM AINDA NÃO PODE SER COMPARADO A UM GRANDE PORTO. FOI DESTAQUE DA EDIÇÃO NÚMERO 29/2008 DA REVISTA ADEGA, FICANDO EM PRIMEIRO LUGAR NA DEGUSTAÇÃO COM OUTROS QUATRO VINHOS DE SOBREMESA NACIONAL.