sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

JANTAR DE CONFRATERNIZAÇÃO DA A.B.S. SÃO CARLOS RESTAURANTE CHEZ MARCEL 10\12\2009

Olá pessoal, antes de tudo gostaria de desejar um ótimo Natal pra todo mundo e dizer que este post está guardado nos rascunhos há pelo menos duas semanas por absoluta falta de tempo. Pode parecer absurdo mas até pra tomar vinho ficou difícil, e por isso mesmo vou postar sobre a festa de final de ano da A.B.S. antes de perder o timing. Como a noite pedia descontração, larguei o laptop em casa mas não a máquina! Portanto hoje vamos só de fotos que valem mais que mil palavras.



Vamos lá, quinta foi dia de festa e confraternização! A casa estava lotada e pela primeira vez no ano a estrela da noite não eram os vinhos e seus produtores; celebrávamos a amizade. Brindamos com o Espumante Salton Reserva Ouro gentilmente oferecido pela parceria da Salton com a loja Gran Reserva, e para o jantar, cada casal leva seu vinho.Todos estavam presentes no Chez Marcel, e o jantar ficou a cargo do Chef  Bart  que propôs:

Entradas:




 Espetinhos de camarões com molho de amendoim.



Aspargos com molho cremoso de alho-poró e queijo roquefort.


Pratos Principais:




Pescada amarela com molho cremoso de moustarde à l’estragon.




Filet-Mignon ao molho minute.

Sobremesa:


 
 Crême Brulée au Grand Marnier et Zests d’ Oranges.

Não poderíamos ter encerrado melhor nossas atividades do ano de 2009 e aproveito para deixar um Feliz Natal e um abraço especial a todos aqueles que trabalharam em nossos encontros.

Abbracci a tutti e nos vemos dia 21de janeiro na Rioja.

Restaurante Chez Marcel.
Rua Lions Club, 40 São Carlos tel: 016 3361-4602.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

SEGUNDA DIVINO: ALMAVIVA 1997 COM BRUSCHETA.


Olá pessoal, ontem foi dia da última "Segunda Divino" do ano e para celebrarmos resolvemos abrir um ícone sul americano. A princípio seria um Clos Apalta daquele premiadão, mas minha consultora da Mistral pisou na bola esquecendo de pedir a garrafa antes que acabasse e ficamos sem. Mas não podíamos desistir da nossa idéia ou abrir um vinho do velho mundo, aí o Gil conseguiu com o pessoal da World Wine uma garrafa de nada menos que um  Almaviva 1997. Confesso que passei esse dia um pouco ansioso, mas tinha certeza que essa noite surpreenderia.

Cheguei na casa dele e já estava fazendo picadinho dos tomates para nossa tradicional bruscheta e o vinho já estava repousando na vertical por preferirmos não decantar. Até pensamos em cozinhar algo mais elaborado, mas hoje não queríamos trabalho!
Sacamos a rolha que estava em perfeito estado e mandamos pras taças (aquelas grandes de estimação que ele nunca põe na roda); onde mostrou uma coloração rubi intensa com tico de reflexos granada. Hoje vi um belo halo de maturação com lágrimas em bom número e vagarosas. No nariz meio fechadão com aquele aroma de ameixa preta e só.... mas na boca um pouco de cacau e taninos bem redondos com retrogosto potente num médio corpo.
Calma Betão vai abri...      Atacamos as "bruscas"!


Na segunda tomada já melhorou bastante mostrando aromas mais complexos de frutas maduras como cassis e cerejas com  couro novo. Na boca já aparecia aromas de bosque, cravo com pouca baunilha. Retrogosto bem longo e muitíssimo agradável mostrando ser um dos vinhos mais equilibrados que já provei. Envelheceu muito bem esses 12 anos  e creio que tenha capacidade de guentar mais uns cinco tranquilamente. Quando arejei na boca consegui perceber um herbáceo mentolado bem gostoso e o nariz do Gil sentiu algo mineral, toque defumado, mais groselhas e concordamos com as muitas pimentas. Chega que já ta ficando complexo demais!

Vinho de corpo chileno e alma francesa (bordalesa) feito de Cabernet Sauvignon 72%, Carmenère 23% e Cabernet Franc 5% com envelhecimento de 16 meses barricas francesas novas.

Bela maneira de se terminar o ano e se dependesse da gente esse vinho não tinha envelhecido tanto!

Abracci a tutti e as "bruscas" do Gil vão ganhar um post á parte!

1 - Viña Almaviva.
2 - World Wine.


Vida longa á Segunda Divino e bj pra Gi e Rê!

domingo, 13 de dezembro de 2009

MARATONA GREGA PARTE 1: RETSINA E O TEMPERO DA VIDA.


Olá pessoal! A cultura grega sempre esteve presente na minha vida desde a minha infância quando frequentava a casa de minha tia Leni que era casada com um grego que se chamava Christus e sua filha Anastacía. Lembro-me do atelier e das esculturas de barro, pratos e abajures que fazia e depois pintava com gravuras de origens helênicas.Vocês se lembram daquela enciclopédia Conhecer da Abril, ali peguei meus primeiros capítulos da cultura grega e seus deuses, que foi complementada posteriormente pelas aulas de história com professor Adalberto no Colégio Meninópolis.

Dei um tempo e quando tinha 20 e poucos anos um de meus melhores amigos ,Quinho arranjou uma namorada grega e pronto voltamos ao assunto. Depois tivemos os filmes Casamento Grego, Spartacus, Mamma Mia!, 300 e por último aquele que fez renascer meu interesse...... "O Tempero da Vida" que conta a estória de um famoso astrofísico grego que passou sua infãncia com seu avô que era dono  de uma loja de temperos no mercado de Stambul. Com ele pôde aprender sobre duas ciências gastronomia e astronomia, e assim como na política, os temperos e os astros podem mudar o curso de nossas vidas. Após a morte dele, volta á Turquia para resgatar seus amores e lembranças.
Indo da sala de TV  para cozinha onde é mais gostoso, minha principal referência está no Bom Retiro precisamente no restaurante Acrópolis donde retirei inspiração para minha primeira receita a lula recheada, e aprendi a gostar pra sempre  de polvo.

Bem, hoje não tem receita porquê já falei demais e resolvi fazer uma maratona! Um vinho e um prato grego por mês, ok!

Vamos de Retsina para começar.


Os gregos são na verdade os precursores da vitivinicultura européia e boa parte das uvas que hoje conhecemos são oriundas de parreiras indígenas primitivas gregas, como por exemplo a chardonnay. Sabe-se que desde aquela época conheciam os benefícios do vinho para nossa saúde e  para aumentá-los; adicionavam aromas e temperos como mel, flores, ervas e resina de pinho.....- Ecco Retsina! Que nada mais é do que a tradicional mistura da resina de Pinus Halepensis  da região de Alepo com mosto de uva branca Savatiano ou Roditis durante a vinificação.Outra teoria seria de que usavam esta resina somente para vedarem as ânforas e evitar a ação oxidativa, transmitindo assim aroma de pinho ao vinho.Pela forte presença nos bares e restaurantes, representa 30% de toda produção de vinhos de mesa na Grécia, deve ser bebido ainda jovem como acompanhamento da maioria dos pratos regionais desde antepastos e frutos do mar até cordeiro.


- Retsina (Ρετσίνα) Ritinitis Nobilis 2006 - Gaía - Aegialia - Grécia.

Achei muito interessante a rolha sintética negra, que guardava um vinho de uva Roditis (100%) de coloração amarelo palha intenso com toques verdeais. No nariz mostra um deciso aroma de pinho-resina que para os meus colegas confrades lembrava pinho-sol  mascarando um pouco os aromas prímários de fruta cítricas como limão e abacaxi. Na boca bem ácido e refrescante realmente justificando as caracteristicas do pinho; mantendo certo equilíbrio entre frutas e resina com predominância do último. Um vinho difícil para ser degustado sozinho e você poderá até ser motivo de chacotas. Os gregos tem essas manias e costumes gastronômicos próprios que podem não agradar a todos num primeiro instante, mas culturalmente valeu muito a pena, e deve realmente harmonizar bem com pratos de frutos do mar .

Para saber mais:

1 - Se não der pra ver o filme, pelo menos assista ao trailer de O Tempero da Vida.
3 - Mistral.

Abbracci a tutti!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

BIFE DE CHORIZO COM TRIO DE MALBEC: COMBINAÇÃO PERFEITA.

Olá pessoal! Fazia um certo tempo que não tomava um vinho de Malbec - Côt, isso porque os italianos acabaram ocupando um bom espaço na minha vida esse ano e depois de Mendoza; tínhamos resolvido dar um tempo entre a gente. Pois é demorou, mas o dia chegou. Foi ontem e sem querer quando fui  convidado para comer um tradicioal bife de chorizo. Nada melhor do que um bom Malbec para harmonização. Sem combinarmos os vinhos, trouxemos o que deu na cabeça, e foram abertos sequencialmente um Punto Final 2005, seguido de um Achaval-Ferrer 2007 e pra terminar um  Don Nicanor 2005 da Nieto Senetiner.

Decantamos o Punto rapidamente só para se retirar as borras pois já estávamos sedentos, e mostrou-se um pouco fechado com aromas de ameixas no nariz e frutas vermelhas maduras numa coloração rubi granada. Denso, taninos não muito macios e alcoólico mostrava um herbáceo amargo como  fumo-tabaco que abafava um pouco a baunilha e cacau no fim de boca, provavelmente pela presença dos 6% de Cabernet franc no blend e pelo envelhecimento de garrafa. Foi harmonizado com as entradas de queijo brie, lascas de parmesão e  presunto pata negra. Talvez merecesse maior tempo de decanter ou mais juventude.

O Achaval Ferrer já veio bem mais "malbequiano", com coloração rubi intenso-violáceo e aromas frutados bem acentuados com ameixas, amoras e até uma cerejinha bem final quando na boca se misturava com a baunilha.O álcool aqui aparece menos com taninos macios apesar da idade mostrando chocolate, toque floral nítido de violeta, herbáceo leve e um pouco de pimenta com cravo no final. Belo retrogosto num Malbec jovem clássico equilibrado e muito bem feito que preparou caminho para....


Fechamos então com o Don Nicanor que no decanter mostrou um aroma de azeitonas pretas que veio acompanhado da mesma ameixa e frutas vermelhas maduras na taça. De coloração rubi , mostrava-se denso, taninos aveludados e também não se notava muito álcool. Gostoso sabor terroso tipo bosque, couro com baunilha discreta no final com balsâmico que juntavam bem no retrogosto muito agradável.Vinho da noite que harmonizou perfeitamente com os bifes grelhados, batendo muito bem com a suculência da carne e acidez com a gordura. Meu bife estava ao ponto e achei muito interessante a combinação da parte mais grelhada tostada da carne com vinho que acentuava os aromas mais terciários sumindo discreto amargor de ambos.

Pois é Bife de Chorizo é com Malbec!

Receita: sal grosso e grelha!!!

Abbracci a tutti !
Harmonizem seus vinhos com os amigos!!!

1 - Bodega Renacer
2 - Achaval-Ferrer.
3 - Nieto Senetiner.

sábado, 5 de dezembro de 2009

MENU DEL GIORNO: SPAGHETTI ALLA CARBONARA COM NEGROAMARO DI SALENTO.

Pois é pessoal, quinta feira no meu relógio biológico é dia de vinho e inconcientemente meu organismo pede todo aquele ritual que envolve nossas degustações. Nossa rotina nos condiciona a fazer tudo no mesmo ritmo. Hoje não foi diferente, liguei para todas as pessoas conhecidas num raio de 10 km e ninguém estava disponível para manter nossa tradição. Meu ciclo circadiano pedia alguma atividade relacionada ao vinho, nem que fosse para assistir Sideways ou Mondovino de novo comendo pipoca com guaraná. Minha solução foi fazer tudo sozinho mesmo. O vinho já estava escolhido e a pasta seria a mais simples e sincera possível com aquilo que tivesse na geladeira.

Nosso prato de hoje remonta aos "Carbonai" que eram os trabalhadores que produziam carvão ou  "Carbone" por um método antigo; através da combustão lenta de lenha nas regiões montanhosas da Emília-Romagna e Lazio; e que precisavam de uma alimento simples e que sustentassem a alta queima calórica durante a jornada de trabalho: pasta, bacon e ovos; com o parmigiano reggiano naturalmente incluso.

Só ficou famoso realmente depois da segunda guerra mundial, sua outra  versão histórica datada de 1945, quando os soldados americanos entraram em Roma após a sua dominação pedindo que lhes fizessem uma pasta com seus ingredientes prediletos que eram "bacon com ovos".  Nesse caso para justificar o termo carbonara, adicionou-se o bastante pimenta de reino preta moída grosseiramente na hora, assemelhando-se ao pó de carvão retirado das minas.
- Ecco Spaghetti alla Carbonara!
Se voce está de regime ou tem colesterol alto desista, porque esta delicadeza produz no seu organismo 200 kcal por 100 gr  de massa pronta deglutida; mas em contrapartida sua serotonina vai pras alturas. Tome um bom vinho tinto e se você, explicar direitinho ao seu cardiologista, vai te perdoar e até pedir a receita depois da bronca. Receita amiga do coração!

Vamos para a pasta:

Ingredientes:

- 500 gramas de spaghetti de grano duro.
- 4 gemas de ovo.
- 100 gramas do bom queijo ralado momentos antes (metade parmiggiano e pecorino romano).
- 150 gramas de pancetta ou bacon em tiras.
- 1 colher de sopa de manteiga.
- Pimenta do reino preta moída na hora.
- Salsinha.
- 2 colheres de sopa de azeite virgem extra.

Modo de preparo:

É muito simples; primeiro aqueça o óleo na frigideira e doure as pancetinhas resistindo para não subtrair nenhum pedaço. Incorpore a manteiga e espere que a mistura fique bem homogênea. Num recipiente pequeno misturo bem o queijo ralado com as gemas e a salsinha e reservo.
Agora a pasta na água  já deve estar "aldente", então a escorro rapidamente, jogo naquele molho da frigideira e misturo bem.
Chegou o momento principal e para isso a pasta ainda tem que estar bem quente. Acrescento aquela mistura de queijo, gemas e salsinha  que vai cozinhar suavemente com o calor emanado do spaghetti mexendo delicadamente. Espere a massa e molho se entenderem e estabilizarem alguns momentos antes de servir; pois assim ele se impregnará nas laterais da pasta. Faça chover bastante pimenta do reino moída por cima, irresponsavelmente, porquê só assim será "Ovvero Spaguetti alla Carbonara"!



Masseria Maíme Negroamaro I.G.T. Salento  2005.

 A vinícola Tormaresca faz parte do conglomerado italiano Antinori, que assim como o restante da "Bota" , abriu os olhos para o potencial enológico da Púglia na  produção de vinhos de qualidade superior. Dentro do calcanhar, apresenta como nobre vizinho a  Mandúria , região donde nasce a principal D.O.C. tinta da província feita com a uva Primitivo e da branca Castel del Monte. Possue como filosofia produzir e valorizar  vinhos de uvas autóctones puglieses como a Negroamaro, Nero di Tróia, Aglianico e Fiano que foram legados da cultura grega.

A cepa Negroamaro que significa preto e amargo; produz esse vinho de coloração rubi quase violáceo, sem halo de maturação e suas lágrimas eram densas e vagarosas. No nariz seu primeiro instinto foi de fruta negra como ameixa, framboesa e black berry em geléia. Bem frutado na boca  de médio corpo e retrogosto agradável com cravo e muitas pimentas. Taninos bem macios e  fáceis com acidez regular completando com cacau e mais pimenta.

Lembrava muito um primitivo da Mandúria provavelmente pelo forte apelo regional, porém sem sua força e doçura residual, menos álcoolico e um instigante  amargor final que aparece depois da baunilha. Tem violeta sim num vinho muito equilibrado,com excelente custo benefício para tudo.Um dos best buy italianos do ano pra mim!

Para saber mais:

1- Tormaresca
2 - Mistral
3 - Créditos da foto carbonari.
4 - Se comer dois pratos peça ajuda na Società Italiana di Cardiologia (SIC), que eles vão te entender!

Abbracci a tutti!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

PROVÉRBIOS ITALIANOS SOBRE VINHO 5 !!!!!!!!!!

Olá pessoal, para se manter a tradição mensal:

1 - "Dal frutto si conosce il albero".
      "Pelos frutos se conhece a árvore".

2 - "Donna e vino imbriaca il grande e il piccolino".
      "Mulher e vinho embebedam o grande e o pequenino".

3 - "Non giudicar l'uomo nel vino, senza gustarne sera e mattino".
      " Não critiques o homem e nem o vinho, sem antes prová-los de noite e pela manhã".

4 - "Pane finché dura, ma il vino a misura".
      "Pão até que acabe, mas vinho na medida".

5 - "Chi ha pane e vino, sta me' che il suo vicino".
      "Quem tem pão e vinho, está melhor que seu vizinho"

6 - " A chi non piace il vino, il Signore faccia mancare l'acqua".
      " Pra quem não gosta de vinho, que lhe falte a água". Fraquinha essa....

E a melhor de todas:

7 - "Per far un amico basta un bicchiere di vino, per conservarlo è poca una botte".
     " Para se fazer um amigo basta uma taça de vinho, mas para conservá-lo uma garafa é pouco"

Bons vinhos e a foto é da cidade de Lucca na Toscana, tirada de uma de suas torres.

Abracci a tutti!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DEGUSTAÇÃO ESPUMANTES E CHAMPAGNE A.B.S. SÃO CARLOS TABLADO DOS SABORES - 26\11\2009

Olá pessoal, quinta foi dia de degustação especial de espumantes  realizada no Restaurante Tablado dos Sabores localizado na Praça da Reitoria da UFSCAR. Aproveitando o clima quente e de festa por ser a última do ano, estes espumantes cairam muito bem.

Após os quatro primeiros brancos  Chef Duarte Jeronimo, na foto junto com Eustáquio nosso diretor administrativo, preparou um cardápio especial, mas antes vamos aos vinhos.





1 - Nedenburg Premiére Cuvée Brut - África do Sul.

Esse sulafricano foi feito de Cape riesling (45%), Chenin blanc (36%), Chardonnay (12%) e Colombar (5%) provenientes de Western Cape plantadas entre 1989 e 1994. Ao exame visual bela rosácea sobre um vinho amarelo palha com toques verdeais, com múltiplas e finas bolhas com aromasde frutas citricas  limão e abacaxi e toque de nozes bem suave. Boa acidez e refrescância no método Charmat.

2 - Blanc de Blancs Brut Viña Casablanca - Chile.

Feito de Chardonnay (92%) com Chenin blanc (8%)  este espumante de coloração amarelo palha apresenta como aromas minerais seu primeiro ataque com boa cremosidade e algum sabor fermentado final como casca de pão. Pouca fruta citrica como limão siciliano  que abriram um pouco mais no final. Acidez bem agradável.

3 - Cava don Roman Brut - Espanha.

Primeiro champenoise da noite feito de Parellada, Macabeo, Xarello por uma cooperativa de Pénedes, mostrando claramente a diferença entre os métodos tradicional e charmat na produção de espumantes
Logo no visual percebe-se uma rica mousse ao redor da taça com múltiplas e finas bolhas. Aromas de fermentação como casca de pão e fermento associado a frutas secas como nozes e amêndoas. Frutas já eram mais maduras como abacaxi e maracujá que completavam boa refrescância ao paladar. Bela Cava.

4 - Champagne Deutz Brut Classic - França.

Nossa champagne noite foi feita com todas as uvas permitidas na denominação (Chardonnay, Pinot noir e Pinot meunier) em um terço de cada na proporção, com mais de sessenta vinhos base diferentes. De cor amarelo palha; no nariz apresentando aromas de frutas secas e cítricas com baunilha no final. Bela perlage com aroma de pão fresco, tostado, nozes e amêndoas. As frutas são mais maduras como abacaxi, laranja e maracujá na maior mousse e final mais agradável de todos.Vinho da noite!

5 - Espumante Bruto 3B Filipa Pato  - Portugal.

Este português da Bairrada foi feito pelo método tradicional por Filipa Pato. Baga  tinta em 70 % foi responsável pela estrutura; e a branca Bical em 30%  colaborou com a acidez e cremosidade. Bela coroa de espumas em base rosa-salmão com aromas florais tipo rosas e frutas cítricas associadas a toque mineral bem discreto. O seu terceiro B faz alusão á região da Bairrada, pois essa  não pode vir grafado em seus rótulos por não fazer parte da denominação. Teve como entrada  uma surpresa feita especialmente para ocasião; de manga grelhada com uma sopa fria típica portuguesa com pepino, pimentão, tomate que estava delicioso e refrescante. Par perfeito! No meu ponto de vista ficou em terceiro lugar, mas cresceu com o prato.


PratoPrincipal: Risoto de Frutos do Mar com Cogumelos Portobello, Duo de Pargo Vermelho, Salmão e Camarão.


Para acompanhar o jantar foram servidos os espumantes Rondinée Brut e Rosé produzidos pela Cave Hermann, parceria da Decanter que fez o vinho base e Vinícola Aurora que os  "espumatizou"  ou "charmatizou". O espumante Rosé apresentava discreto açúcar residual num vinho com aromas de frutas tropicais e rosas; e o branco estava mais redondo e refrescante característicos da Serra Gaúcha. Como foram servidos juntos com as refeições; permito degustá-los e opinar numa outra oportunidade.
 
Sobremesa: Figos Assados, Coalhada Seca, Mel de Alecrim e Sorvete de Creme.


Para saber mais: 
 
1 - Nederburg.
5 - Deutz 


Importadora Casa Flora.






P.S.: Tava tão bom que esqueci de tirar as fotos da garrafas abertas, e já começava a contemplar o que está por vir no próximo ano!



Abracci a tutti!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PROMOÇÃO ALMAVIVA 2005: LEVE 2 E PAGUE 1 !


ISSO É QUE É PROMOÇÃO DE MACHO.

POIS É, O GIL MATA A COBRA E MOSTRA O PAU!





PENA QUE JÁ COMPRARAM TUDO, NÃO DEU TEMPO E TAMBÉM FIQUEI NA SAUDADE!

PREÇO DE HOJE É R$ 471,80  

ABRAÇO A TODOS E MUITO GRATO PELA PREFERÊNCIA!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SEGUNDA DIVINO! ODFJELL CABERNET FRANC.


Olá pessoal, nessa segunda na nossa confraria familiar abrimos um Orzada Cabernet franc 2004 da vinícola chileno - norueguesa Odfjell; famosa por produzir vinhos de alta qualidade e usar termos náuticos em seus rótulos. Já havia tomado alguns Cabernet francs franceses como os do Yannick Amirault no Vale do Loire, que achei naquela época um pouco difíceis de beber pela jovialidade e taninos muito duros precisando de um bom prato ou envelhecimento.
Segunda não foi diferente pois era um vinho de coloração rubi pouco granada que no nariz mostrou amora e ameixa madura. Na boca boa acidez, muitos taninos ainda jovens com pimenta e especiarias. Médio corpo bem estruturado com longa persistência,  porém muito alcoólico e tânico. Deixamos de lado decantando quietinho enquanto terminávamos nossa taças com a pizza. Voltamos a ele e mesmo assim mantinha sobra de álcool e taninos duros com amargor final devido toque herbáceo excessivo contrastando com gostosa baunilha e cacau. Bom vinho que manteve minhas expectativas indo bem com as redondas de quatro queijos e calabresa, mas no pós prandial sozinho ficou sobrando. No meu ponto de vista em comparação aos Orzada Carmenére e ao Aliara; ficou um pouco para tráz, mas creio que isso deva mudar em  5 anos de garrafa pois tem potencial de bom envelhecimento.

Vamos tomar os Aliaras do Gil enquanto isso!!!

Abracci a tutti!

Sobre o vinho Odfjell vineyards.

Importadora World Wine.

sábado, 21 de novembro de 2009

MENU DEL GIORNO: GNUDI - A PASTA SEM PASTA COM DOLCETTO.

Esta é sem dúvida um das mais ricas e simples iguarias da culinária italiana originária de Casentino. Chamada também de "topini" na Maremma, que são filhotes de ratos da planície que não apresentam pelos quando nascem; ou seja, "gnudi" de nús. Transportando essa analogia para culinária ficou gnudi porque na verdade é uma pasta nua; um ravioli que lhe falta a massa que o envolve. Portanto apenas de recheio seria......
"Una pasta senza pasta."
  Fazia parte do almoço típico de camponeses e pastores que atravassavam as planícies da  Toscana ricas em sabores. É muito semelhante ao  famosos gnocci, porém troca-se o ingrediente principal que é a  batata pela ricota de ovelha; e evita-se ao máximo a adição de farinha de trigo que levaria a uma perda em leveza e sabor.
Estando na Itália, naturalmente o molho  mais usado é o de tomate frescos; sendo o clássico e indicado o de manteiga e sálvia. Não se recomenda com ragus fortes de carne para não abafar a delicadeza dos gnudi, e são aceitos mas não bem vistos o uso de ovos, noz moscada, manteiga e queijos diferentes.

Receita para 4 pessoas.

Para a massa.
200 gramas de ricota fresca.
300 gramas de espinafre.
100 gramas de farinha de trigo ou o quanto baste.
50 gramas de queijo pecorino.
sal.
noz moscada.

Primeiro de tudo cozinhe o espinafre em água salgada e depois de esfriar naturalmente, retire todo o líquido espremendo com as mãos. Pique bem finiho o espinafre e adicione o restante dos ingredientes um a um; ricota, pecorino, noz moscada e por último a farinha misturando bem. Forme então bolotas de cerca de 3 cm de diâmetro e passe na farinha de trigo. Deixe descansar uns minutos sobre uma superfície enfarinhada para depois cozinhá-los em bastante água fervente salgada asssim como fazemos com gnocci.
Ponha no centro de um belo prato e despeje o molho de sua preferência.


Meu molho foi de manteiga derretida cerca de 100 gr; com um naco pancetta picada de 4x3 cm em cubos e sálvia, como segredo: coloquei dois cravos para aromatizar.

Para harmonizar abri um Dolcetto d'Alba D.O.C. Tre Vigne 2007 da vinícola Vietti feito de 100% de dolcetto com  uma coloração rubi bem intensa. Minha primeira impressão foi de no nariz um vinho frutado com aromas de frutas vermelhas como cereja e groselha bem madura me mostrando que seria um daqueles vinhos doces e insonsos com aquela baunilha de sempre. Mas quando veio á boca, vichi ...manteve bem a fruta mas uma bela acidez, viva e  instigante associado a leves aromas terrosos no retrogosto com taninos bem evoluídos num corpo médio que bateu muito bem com a gordura do molho de manteiga, bacon e especiarias. Dava para comer uma bisteca junto. Vinho muito agradável que transformou minha refeição numa experiência única. Quando o álcool evaporou um pouco pude notar melhor os aromas terrosos e aquele final pesistente com pimenta preta moída na hora. Quase que abri um chardonnay barricado, mas ia me arrepender. Belo vinho que o pouco amargor final era na verdade um herbáceo mal definido junto com cacau. Vinho italiano é isso aí gente !


Para saber mais

1 - Vinícola Vietti.

2 - Mistral.

Abbracci a tutti!!!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

CONCURSO CULINÁRIO EM CASA: A SAGA DE CHEF MARINO CONTRA SUA FOME E GELADEIRA DIET.

Caros colegas, hoje me senti pela primeira vez como se estivesse num daqueles concursos culinários de bate pronto. Minha amada dona patroa (ela odeia ser chamada assim), além de estar de dieta viajou e me largou desprovido de suprimentos classe I - alimentação. Cheguei em casa  esfomeado, e encontrei aquela apetitosa lasagna de repolho com blanquete de peru que depois dou a receita, mil folhas de vários matizes de verde, yogurte desnatado e tudo aquilo de que uma pessoa magra necessita para sobreviver e uma pessoa obesa precisa para surtar. Não deu outra; a preguiça e o cansaço me venceram e impediram a minha própria pessoa de pegar o carro e ir até o super mais perto ou ao carrinho de lanche. Conclusão; tinha que ser uma solução caseira mesmo e de primeira: abri o freezer  da geladeira  iniciando a catança. Comecei a fuçar entre os pacotes sistemáticos de carne moída e bifes de contra em embalagens de 250 gr, desviando das salsinhas e cebolinhas e meio no fundo como  se escondesse de mim; um saco plástico que sobrou do último churras. Orei comigo mesmo, e ele deve estar lá, lá, lá...... e estava. Um pacotinho de 300 gr de short rack de cordeiro, bonitinho e embaladinho á vácuo.
Ecco a proteína estava garantida!
 Peguei a peça, descongelei naturalmente, temperei com sal e pimenta preta moídos na hora e reservei. Faltava algo para fazer companhia ao rack e dirigi-me á dispensa. Agora já me encontrava numa daquela provas do NO LIMITE ou BBB em que se tinha que achar uma bolinha de gude numa piscina de espuma. Vocês nem imaginam quem estava lá tímido, esquecido, sozinho e depressivo...Isso mesmo; um pacote de funghi porcini secos italianos que sobrou do "ossobucco in bianco" que fiz e postei no blog há pouco tempo. Problema resolvido.
Short rack de cordeiro grelhado con funghi trifolatti!!!!!
Superhidratei os cerca de 200 gr de cogumelos, e enquanto isso grelhei a peça de carneiro dos dois lados cerca de 5 minutos no total numa chapa de ferro bem quente, separei a peça em dois e depois selei o lado mais cru e  interno dela. Aqueci manteiga numa frigideira e salteei com sal e pimenta os cogumelos até ficarem beeeem macios. Um pouco de salsinha veio bem na hora e sem querer caiu um pouco de vinho do porto branco, bem pouco pois me arrependi no meio e interrompi o fio da dose no começo.
Derramei todo o funghi trifolatti, que é um acompanhamento típico piemontês, no meio do prato e por cima organizei os racks como duas mãos dadas.

Pronto o resultado está aí.....




PS: A salsinha não é a do freezer, preferi usar desidratada.
      E o vinho, impostável! Mas exerceu dignamente sua função.
      Não tenho formação, e nem em casa sou algo parecido com Chef, foi só um teaser pro título.
      Faltavam ainda 15 dias para o término da validade do cordeiro.
      Ai meu Deus, coloquei um tico imperceptível e mão de vaca de azeite trufado no funghi para finalizar. 
        Estou em Araraquara a maior concentração de carrinhos de lanche de qualidade per capita do universo.


        Abbracci a tutti e espero que inspirem vocês!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

DEGUSTAÇÃO ESPECIAL FINAL DE ANO CONFRARIA DOS MALAS - 13\11\2009

Olá amigos! Como de costume, nossa confraria se reune a cada  seis meses para a degustação de vinhos especiais. Esse ano por motivos de agenda, caiu numa sexta feira treze diferente da nossa habitual quinta. Ao contrário da especial de inverno onde tomamos vinhos mais encorpados, escolhemos para aproveitar a estação mais quente dois brancos e um tinto que foram eles:


1 - Clos de Sainte Hune 2002 - Maison Trinbach - Alsácia - França.
 
Este riesling é o mais famoso vinho da familia alsaciana Trimbach, que produz na região desde 1626. Seus vinhos são fermentados em tanques de aço inoxidável sob temperatura controlada e não sofrem fermentação malo-lática, nem passam por amadurecimento em madeira. Vinho de coloração amarelo dourado, apresenta de cara no nariz um aroma mineral intenso como líquido de isqueiro ou querosene. Suas frutas eram maduras e mel, que  lembravam damasco ou pêssego. Bela corpo e acidez que denotava longa refrescância acompanhado do bálsamo eucalipto. Caráter frutado menos persistente que o mineral, que se manteve marcante por toda a degustação.
Segundo Jancis Robinson e Hugh Johnson trata-se do melhor Riesling do mundo, e necessita de pelo menos sete anos para atingir seu auge.

2 - Meursault Blagny 1er Cru  2002 - Domaine Le Roy - A. O. Mersault - Côte de Beaune - França.


Vinho produzido apenas de Chardonnay na Borgonha, Blagny se encontra na divisa entre Meursault e Puligny-Montrachet  que mistura um pouco os estilos das duas denominações, ambas do mais alto nível para vinhos brancos. Um amarelo palha que mostra primeiramente aromas de frutas secas no nariz como nozes e amêndoas abrindo progressivamente para frutas frescas tipo pêssego branco, maçã verde e abacaxi. Na boca mantém presença de fruta fresca e ácida, com mentolado que me confunde com  herbáceo de grama fresca ou manjericão. Peraí que tem baunilhado caramelo e manteiga  no final sem exageros, com pouca mineralidade frente á fruta. Complexo e excitante.

3 - Clos-Vougeot Grand Cru Vieilles Vignes 2006 - Château de La Tour - Bourgogne - Côte De Nuits - França.

Esta  cuvée Vieilles Vignes vem se  igualando, de acordo com a crítica francesa, aos melhores resultados do Domaine de la Romanée Conti, num estilo bastante semelhante. Bom, tudo indicava que esse era o vinho da noite. Estes 750 ml foram  decantados por 1 hora e servidos mililitricamente em sete taças =

107,14285714285714285714285 ml /taça

e...... vinho de coloração ruby granada intenso, que mostra primeiro de tudo fruta em geléia, mas muiiiita geléia como cassis, agroselhas e tudo mais. Aromas terrosos e de folhas em decomposição que, disseram que era bosque e concordo. Médio corpo com tangível  maciez e textura com bastante taninos bem envolventes e maduros de pimenta como especiaria principal e cravo. Aromas de trufas, couro novo com retrogosto de persistência longuíssima e agradável. Fiquei realmente muito impressionado com a qualidade dos taninos deste vinho; daí provavelmente venha sua longevidade. Engraçado que apesar de tudo; o que se sobressai ainda é a fruta. Chega, mais nada a declarar sobre este maravilhoso Pinot Noir.

4 - Vin Santo del Chianti Rufina 2001 - Fattoria di Basciano - Chianti Rufina - Toscana - Itália .


Nosso saboroso sobremesa; feito de uvas Trebbiano e Malvasia apassificadas, ficou meio perdido no meio de tantas estrelas . Porém, se encontrou quando ao lado de seu principal e tradicional companheiro: os cantucci. Ele realmente perde um pouco em relação aos Marsala, Reciotto e Pantelleria como vinho de sobremesa e meditação. Algumas más linguas dizem que serve só pra amolecer os imastigáveis biscoitinhos! Porca tróia! Característica cor dourada ao ambar, apresenta aromas de frutas em calda, passificadas com cravo e canela. Amêndoas e mel fazem parte e por si só já harmonizam com os biscoitos.

Na foto retirada da Animal Planet Italiana, podemos ver um exemplar rústico da Siracusa radicado em Araraquara mostrando como seus ancestrais primitivos degustavam "vinsanto con i cantucci". Note  o modo delicado como segura o biscoito entre os dedos e o "biquinho" característico tipo Fernado Soler.

Os vinhos...





 
e suas importadoras:

1 e 2  para Zahil.

3 e 4  para Decanter.

Em Araraquara no  Empório Basílico.

Biquinho característico Fernando Soler.

Abbracci a tutti e bebam seus vinhos!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

DEGUSTAÇÃO ESPECIAL BURMESTER - ADEGA ALENTEJANA - GRAN RESERVA VINHOS 10\11\2009.



Ontem tive o privilégio de participar de uma degustação de vinhos portugueses da Vinícola Burmester; que realizou-se na Gran Reserva organizada por nossos amigos Clóvis e Elena. Estiveram presentes neste evento, além da tradicional patota da A.B.S., Manuel Chical proprietário da Adega Alentejana e de José Carbalo diretor de exportação da Burmester para América Latina.

Começamos primeiro por uma prova de azeites Eugenio Almeida, que pra ser sincero com vocês foi a minha primeira vez. Com Manuel Chical aprendemos peculiaridades sobre a produção e "tipos" de comercialização do mesmo, e garanto a vocês...... A partir de agora só azeite virgem extra envasado na origem.

Palestra sobre vinhos foi presidida por José, mas tinha algo de diferente... Um português com sotaque espanhol?! Como assim? Na verdade a empresa possue capital espanhol e seu representante comercial também era, como no! Bem simpático com seu portunhol, José passou  um pouco das características da região e dos vinhos tipo: " Douro tien nuove años de inberno e  tres messes de inferno!".
Vamos aos vinhos :



1 - Taveda Tinto 2006:

Vinho feito com um monte de uva portuguesa de nome composto que começa com a letra "T". Jovem de coloração ruby bem intensa, mostrava aromático com frutas vermelhas maduras como cereja e morango, floral como rosas e um pouco de aniz - toque  herbáceo. Discreta baunilha, taninos leves e macios com 12,5 % de alcool que terminam esse vinho. Pode-se harmonizar com massas leves e até como primeiro da noite. Tem seu nome derivado de dois afluentes do Douro que se unem: Távora e Tedo.

2 - Casa Burmester Reserva Tinto 2005.


Também feito com monte de "T" acima sem a Tinta Cão, porém de caráter totalmente distinto.Mais austero de coloração ruby granada de médias lágrimas com aromas de frutas vermelhas mais fechadas. Na boca taninos menos  macios e maior acidez mostrando um vinho com vocação para comida. Boa persistência com madeira e especiarias como cravo e bastante pimenta final. Retrogosto bem agradável . Bateu muito bem com os embutidos mais pesados e com o escondidinho.

A foto ficou meio artística, mas harmonizamos perfeitamente com um embutido de Porco Preto  português trazido pela Alentejana com sabor intenso de carne de porco e defumados com cravo e pimentões. Esse suíno consume cerca de 10 Kg de bolota por dia - o fruto seco com formato cilíndrico das azinheiras e sobreiros. Criado solto no campo, com alimentação natural, anda mais de 10 Km por dia dando um sabor especial. Preciso de mais desses.
 

 

Agora os portos que foram harmonizados com bolachas portuguesas de figo, chocolate e amanteigados.


3 - Burmester Branco Extra Seco.

Esse vai merecer post á parte, aguardem surpresa!!!!!!!!



4 - Burmester L.B.V. 2005.

Primeiro dos  Porto de Tinta barroca e Touriga Franca, coloração Ruby bem intenso com aromas de frutas vermelhas associado a cacau, chocolate e baunilha. Especiarias e pimentas com beloe doce retrogosto.

5 - Burmester Jockey Club Reserva.

Vinho de coloração alaranjada com aromas bem característicos de frutas secas, calda de laranja e frutas tropicais e passas. Associado a caramelo e baunilha com presença de especiarias e frutas secas como amêndoas. Contemplativo, caiu muito bem com uma bolacha portuguesa de figo que era uma loucura.

Bela noite e a parte final de degustação foi realmente ás cegas, segundo José Carbalo pelo apagon!!!

Um abraço a todos e parabéns ao casal Clóvis e Elena pelo evento!

1 -  Burmester.


3 -  Gran Reserva Vinhos e Azeites.
       Rua São Sebastião, 1971 – Centro
       Fone (16) 3374.2028

4 -  Sogevinus.

Foto da degustação ás cegas e abbracci a tutti!

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

DEGUSTAÇÃO ÁS CEGAS DE 4 ICONES DO PORTO - IMPERDÍVEL.

Pois é gente, certas coisas acontecem na vida da gente sem explicação. Já tinha acontecido quase de tudo

na minha vida de enoapreciador, mas não esperava que um dia seria agraciado com uma noite como

essa. Estava entre amigos e pude participar na verdadeira degustação ás cegas de vinho do Porto.


Vejam:






Estava numa evento da Adega Alentejana  e graças ao Apagão de terça-feira , tive minha primeira degustação realmente ás cegas!!!!

Desculpem a brincadeira amigos, é só pra descontrair!!!

 Não podia perder a piada e amanhã cedo posto a original.

Abracci a tutti e boa semana!

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

ZINFANDEL - QUE UVA É ESSA?

Sempre tive vontade de provar os vinhos feitos com a Zinfandel, mas como sempre tinha uma uva na frente acabava sempre deixando pra depois. Bom foi dessa vez por sugestão do meu personal wine consultor, o Rodrigo do Basílico, comentou que tinha duas boas garrafas no estoque, já tinha provado e estavam muito boas.

Intrigava-me  aquele mistério sobre um vinho do novo mundo feito a partir de uma casta norte americana, de nome meio alemão e genéticamente italiana. Será que no momento da partição geológica do grande continente único de Gondwana; metade das "primitivas" parreiras ficaram com a  Itália e Croácia e o restante foram morar na América. Sei lá, mas o grandes entendedores dizem que estudos ampelográficos recentes mostraram se tratar  geneticamente das mesma plantas Primitivo na Puglia, Zinfandel na California e a mãe de todas Crljenak Kaštelanski, apesar de produzirem vinhos em tese distintos. Ganhou notoriedade na Califórnia onde produz brancos, rosés e seus melhores exemplares tintos caracterizados por intenso aromas frutados tipo raspberry, blackberry, especiarias com carvalho numa graduação alcoólica de 15%.

Tomei o Smith Bench Zinfandel 2005 da vinícola Wente. Localizada no histórico Livermore Valley; é a vinícola familiar mais antiga em atividade comemorando agora 125 anos de fundação. Este vinho é um blend de 89% de Zinfandel com 11 % de Barbera; que foram colhidas e  vinificadas em separado com maturação em carvalho francês e americano.Mostrou se um vinho de coloração rubi granada intensa e denso com muitas lágrimas. Odores primário de frutas negras como ameixa e geléia de cassis com especiarias (pimenta e cravo) terminado num retrogosto agradável de baunilha  e cacau. Acidez presente, encorpado e carnuuudo; porém sobrou um pouco de açúcar.  Gostei   muito dele pois associa tudo de bom que um vinho precisa ter sem exageros.

 Acompanha muito bem uma refeição de pasta condimentada ou carne e pode; se sobrar, continuar tomando depois sozinho....

Achei um vinho um pouco óbvio para uma degustação, pois é muito fácil de beber e não aguça muito os nossos aromas "terciários". Democrático; torna-se excelente pedida para ser servido entre amigos que gostam de vinho numa boa mesa ou para aqueles que querem se iniciar.

Satisfação garantida e a próxima garrafa será degustada em igualdade de condições com um Primitivo.

Zinfandel Robert Mondavi 2005
Para saber mais:

1 - Wente Vineyards. com foto do vinhedo.

2 - Vinhos do mundo.

3 - Empório Basílico.

Abracci a tutti!